Nas moradias Valesco são aplicados conceitos e ferramentas de arquitectura bioclimática, proporcionando um maior conforto e ao mesmo tempo consumindo menos energia poluente.
A emissões de CO2 tornaram-se um motivo de preocupação ao ponto de vários países do mundo, incluindo Portugal, terem assinado um documento onde se comprometeram a tomar medidas no intuito de limitarem a produção dos gases responsáveis pelo aumento do efeito estufa, o Protocolo de Quioto. Neste sentido, a electricidade quando chega às nossas casas, parte dela obtém-se pela queima de derivados de combustíveis fósseis, como os derivados do petróleo, principais responsáveis pelo efeito de estufa. Sendo o sector dos edifícios uns dos que mais consome energia eléctrica, a arquitectura bioclimática é uma via para minorar este problema, por que para além de contribuir para
O projecto da Urbanização Valesco teve em conta a utilização de conceitos e ferramentas de arquitectura bioclimática. Em primeiro lugar, foi efectuada uma análise da localização geográfica, cuja a implantação possui características únicas, pois todo o empreendimento está voltado para Sul. Devido à inclinação do eixo da Terra, há diferenças no ângulo de incidência solar no Verão e no Inverno. A Nascente e a Poente, a altitude dos raios solares mantêm-se praticamente constarntes, mas ao Sul há uma diferença assinalável - 26 graus no Inverno e 75 graus no Verão. Significa que os vãos orientados aos Sul recebem Sol directo durante a estação mais fria e pouco, ou nenhum, na época de maior calor.

Assim, no verão temos que os beirados funcionam como palas nas janelas, os estores exteriores encontrando-se fechados ajudam a manter a temperatura amena no seu interior, assim como a existência da varanda e do pátio na garagem que criam sombras controlando a temperatura.

O isolamento térmico das casas é contínuo e aplicado pelo exterior, o que permite uma correcção das pontes térmicas e salvaguardando qualquer problema de fissuras. Também as coberturas foram alvo de um correcto isolamento, com um revestimento denominado camarinha de zinco, que permite uma maior reflexão dos raios solares, evitando o efeito estufa, tão característico nas coberturas de telha. Nas garagens recorreu-se a uma cobertura plana impermeabilizada com telas butílicas cruzadas e protegidas com pedra roliça dos rios que absorve/irradia menos calor que a cerâmica.
O dimensionamento e o posicionamento das fenestrações opostas (vãos ao sul e ao norte) fazem com que a ventilação natural funcione produzindo o arrefecimento natural sem recurso a meios mecânicos. Os vãos estão dimensionados de forma que através da incidência dos raios solares, a iluminação natural seja suficiente durante o dia, não sendo necessário recorrer à iluminação artificial. Os caixilhos são em PVC (material resistente a grandes amplitudes térmicas) e estão dotados de vidros duplos (5+10+6 mm), para evitar perdas e ganhos térmicos, bem como, a redução de 35 decibéis entre o ruído exterioir e interior.
No interior das casas diminuiu-se as superfícies frias, utilizando paredes e tectos em estruturas de aço galvanizado com isolamento térmico e acústico em lã mineral revestidos a placas de gesso cartonado. Os pavimentos são no seu grosso revestidos em madeira.
O conforto é o factor mais marcante na concepção das moradias Valesco. No Verão basta manter os estores semi-corridos ou corridos para ter uma temperatura amena dentro de casa. No Inverno, apesar de parte do aquecimento prover do Sol, as casas estão dotadas de piso radiante eléctrico que funciona a noite (quando a energia é mais barata), armazenando calor que é libertado suavemente à noite e o dia. importa dizer que as necessidades de aquecimento destas habitações por m2 não vão além do 32 Watts, significativamente inferior às construções tradicionais com valores da ordem dos 70 a 80 Watts/m2.
As condições acústicas também foram tidas em conta e proporcionam maior isolamento, graças à espessura dos vidros, ao isolamento feito do exterior e das paredes e tectos interiores e aos pavimentos em madeira.
Para finalizar, interrogamos: Se Portugal é um país tão solarento, por que razão passamos tanto frio nas nossas casas? E no Verão, por que será que temos de transpirar abundamente mal a temperatura passa os 25º C no exterior? Eis questões que podem ser evitadas, melhorando consideravelmente o conforto térmico nas casas, sem necessidade de recorrer a sistemas de aquecimento central e de ar condicionado. Basta trabalhar com a natureza, contribuindo para melhorar o conforto e, ao mesmo tempo, limitando a emissão de gases poluentes para o meio ambiente.